Chega a ser piada toda vez que conto esse fato. Fui a uma missão na Índia. Esse país era o último lugar do mundo que desejava pisar desde que tive um confronto prévio a respeito. Já sabia que iria para lá, mas dei uma de Jonas e quis embarcar num barco para uma suposta Társis, deixando de lado essa Nínive.
Num culto de manhã, perto do seu término, lá do púlpito o pastor falava dessa viagem missionária e que a igreja viajaria com um grupo. Estava no fundo da igreja ao lado de uma amiga que virou para mim meigamente com o pescoço inclinado e me perguntou:
- Vandinha... Você vai pra Índia?
Prontamente respondi:
- Não, não. Eu vou pra oooooutro lugar.
Meses depois...
No banco da frente de uma Van, apertadas ao lado esquerdo do motorista indiano, estávamos eu e essa amiga balançando para lá e para cá nas ruas repletas de mulheres de vestes coloridas e homens de camisas xadrezas, calças jeans e papetes, todos de pele escura e balançando de vez em quando o pescoço de um jeito que só os indianos sabem fazer. Uma parte do pessoal da nossa equipe estava no banco de trás da Van e falava sobre outra viagem da igreja. Essa menina vira para mim, de novo, com aquele pescocinho, e me faz aquela pergunta de novo, se eu iria àquele lugar que falavam. Veio-me um filme na cabeça. Olhei-a uma vez séria, depois outro mais afiado e disse à figura:
- Porque você me faz essas perguntas?!
Ela deu risada. Por esses dias tive outra situação com ela, mas vou deixar para contar em outra oportunidade. O que acontece é que prefiro não ficar muito perto dessa amiga, tenho o receio engraçado que ela pode me enviar aonde talvez eu não queira, mas que Deus sempre quis que eu estivesse. Enfim, estarei sempre, certamente, aonde a boca de um profeta de Deus declarar.
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.