Versículo Chave.

"Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos[...]Falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e publicarão a tua grandeza" Sl.145:4,6.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Meses depois... Na Índia

Chega a ser piada toda vez que conto esse fato. Fui a uma missão na Índia. Esse país era o último lugar do mundo que desejava pisar desde que tive um confronto prévio a respeito. Já sabia que iria para lá, mas dei uma de Jonas e quis embarcar num barco para uma suposta Társis, deixando de lado essa Nínive.

Num culto de manhã, perto do seu término, lá do púlpito o pastor falava dessa viagem missionária e que a igreja viajaria com um grupo. Estava no fundo da igreja ao lado de uma amiga que virou para mim meigamente com o pescoço inclinado e me perguntou:

- Vandinha... Você vai pra Índia?

Prontamente respondi:

- Não, não. Eu vou pra oooooutro lugar.


Meses depois...



No banco da frente de uma Van, apertadas ao lado esquerdo do motorista indiano, estávamos eu e essa amiga balançando para lá e para cá nas ruas repletas de mulheres de vestes coloridas e homens de camisas xadrezas, calças jeans e papetes, todos de pele escura e balançando de vez em quando o pescoço de um jeito que só os indianos sabem fazer. Uma parte do pessoal da nossa equipe estava no banco de trás da Van e falava sobre outra viagem da igreja. Essa menina vira para mim, de novo, com aquele pescocinho, e me faz aquela pergunta de novo, se eu iria àquele lugar que falavam. Veio-me um filme na cabeça. Olhei-a uma vez séria, depois outro mais afiado e disse à figura:

- Porque você me faz essas perguntas?!

Ela deu risada. Por esses dias tive outra situação com ela, mas vou deixar para contar em outra oportunidade. O que acontece é que prefiro não ficar muito perto dessa amiga, tenho o receio engraçado que ela pode me enviar aonde talvez eu não queira, mas que Deus sempre quis que eu estivesse. Enfim, estarei sempre, certamente, aonde a boca de um profeta de Deus declarar.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sem gasolina

Quando eu não oro, eu sou assim, um carro sem gasolina parado no asfalto sem chegar ao destino final daquele dia. Não se abasteceu, não tem renovo.
Não dá para arrastar a unção que Deus derramou no dia anterior e viver dos respingos na manhã seguinte. O maná que cai do céu a cada dia nunca é bom se reservado para outra manhã.
Orar é “ralação”. Orar é duro para a carne que só quer dormir. A carne vai padecendo, e se o espírito do homem não se levantar, o “bife”, que é fraco, vai dominar na grelha da cama. Bife duro que só quer dormir.
Orar é se atualizar das novas dos céus. Ultrapassa-se o limite do humano para tocar o coração de Deus, descobrir seus meandros, seu mistérios, seus “segredinhos” revelados àqueles que O amam e guardam a sua Palavra: Amá-lo de todo seu coração, de toda sua força, de todo seu entendimento.
Se não oro tenho “tic”. Um aperto. Um respirar ligeiro e ansioso. Sou movida pelo céu, não tenho outro posto de gasolina. Todos os outros são abastecimentos adulterados, emperram meu caminhar com Deus e nunca me fazem produzir para amanhã.
Orar é poder saber o que se deve fazer. Bússola do cristão. Mover os céus, mover a terra, até que algo surpreendente aconteça.
É saciar-se. Mergulhar em águas profundas. É beber água pura em dia quente...
Um dia que perco de oração é mais um dia do meu atraso. E assim como li num estudo de missões, e como sempre repete minha amiga risonha, que um encontro com Deus hoje determinará a natureza do próximo encontro.
Então não resisto. Tenho que orar.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Um Felipe trasladado

Num sábado de sol, no parque onde um dia a morte reinou, um jovem abandonado pela sociedade, um Felipe qualquer, revirava os lixos a fim de encontrar latas para vender. Sua camiseta não tinha uma cor definida, talvez verde, mostarda... A sujeira e o corpo molhado não permitiam definição.
Na entrada do campo esverdeado ali Felipe parou. De repente passou por ele uma moça morena de camiseta vermelha e calças curtas com um violão preto na mão; mochila nas costas, óculos escuros. Acabara de ser enxotada pelos seguranças da onde sentara: uma estátua ridícula de um peregrino que não sabia para onde estava para ir de fato. A moça passou por ele pelo que Felipe não resistiu e falou alto:
- Ai, moça! Toca alguma coisa ai! Você toca e eu canto!
A vermelha passou com um sorriso no rosto sem olhar para ele, indo na direção de um banco aonde um senhor sentou para descansar. Assim que ela chegou, repousou a mochila e a capa de seu violão no banco. Virou para o senhor e disse:
- Quer ver que ele vai pedir Legião.
- Ai mina! Toca Legião!
Felipe foi se aproximando a passos calmos da moça de vermelho, pois ela havia chamado ele. Ela disse-lhe:
- Legião eu não toco. Só toco músicas do céu. Vem cá, chega aqui.
Verdade é que a moça foi ali sentar perto do senhor porque estava receosa do rapaz, que na verdade tinha cara de malandro. Ela estava querendo sacar o momento. Disse para que ele sentasse ali no banco com ele, e no mesmo instante um grupo grande de jovens chegou cumprimentando a moça.
- Ai, pessoal, como vai? Esse daqui é o...
- Felipe.
- ...Felipe. Essa galera veio aqui para um piquenique. Tá afim?
- Não, não, to sussegado.
- Tudo bem. Mas antes de você sair daqui quero te contar uma história dos céus... Quer ouvir?
- Claro.
Aquele jovem Felipe começou a ouvir a maior história de amor de todos os tempos. A história do amor de Deus pela sua vida. Por qual Jesus morreu a fim de que fosse salvo para todo sempre, e para que tivesse uma esperança e um futuro, principalmente a esperança de morar um dia com ele nos céus.
Felipe foi trasladado da morte para a vida.
Assim que a moça se despediu dele e Felipe tomava seu rumo, disse a moça:
- Olha, não se esqueça dessa história!
- Não vou esquecer nunca!
- Tá vendo essa grama! Essa é a esperança...
E a moça levantou os braços para os céus:
- De um dia morar com Ele nos céus!

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A safra do pescador

Eu sinto cheiro dos peixes. Peixes no borbulho das águas. Aonde eu passar, ainda que por um instante, os peixes estarão com as suas bocas abertas para que simplesmente, os pescadores de almas, lancem o anzol. E a isca, poderosa isca de Deus,venham a pegá-los pelo seu amor.
Todo pescador que se estima planeja durante seu ano a sua safra. Sabe dos períodos certos para a pesca. Os profetas, assim como os pescadores, sabem o tempo e o modo de Deus, os locais dos cardumes, a sensibilidade para lançar as redes. Eles, os profetas, declaram o que de Deus discernem; os evangelistas, matutos e ligeiros, não podem perder tempo no pescar. É rápido, agora, antes que o peixe se espante e dê meia volta.
Tanto o profeta quanto o evangelista são pescadores de vidas. Os dois trabalham juntos, sendo que um aponta onde está o peixe, e o outro, se for preciso, pula na água para não perder o que se ganhou.
Assim será nesses próximos dias. Os anjos já mostraram os seus cestos. Tem peixes com fartura. Também, os céus estão com tantas estrelas que não se podem contar. Quem atentar para ser usado por Deus, não deixará nunca as suas redes em casa.
É tempo de fartura.
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Meu tio Chico Buarque de Hollanda

Chico Buarque de Hollanda é meu parente distante, disse os meus familiares mais antigos. Nunca dei muita corda para o assunto, mas vejo interessante falar, visto que damos tanto valor a nomes como uma âncora de assuntos que talvez nos conceda vantagem.
Não tenho âncora, mas tenho a prosa.
Por volta dos meus treze anos, na casa da minha tia surgiu o assunto sobre o Chico. Ela, com um olhar mesclado de certeza e um tantinho de dúvida por não lembrar claramente quem era raiz de quem, disse-nos que ele era parente nosso. Pelo pouquinho de certeza e um tantinho de dúvida, incredulei e tornei balela.
Anos depois fui visitar um tio avô em São Luís do Maranhão. Comentei o fato rindo, e quanto voltei o olhar para ele, veio àquela mesma cara da minha tia, do apertar dos olhos para se enxergar a raiz. Dessa vez não havia tantinho de dúvida; puxou de si parente por parente até chegar ao cantor. Quase me convenceu de fato. Pode ser que sim, pode ser. Foram tantos filhos de quem... Até entendi a minha tia.
Há tanto Holanda por aí que podemos formar outra nação holandesa! No fundo somos mesmo parentes desconhecidos uns dos outros.
No dia da minha colação de grau da faculdade, enquanto esperava ansiosa meu canudo, outro curso recebia em nossa frente os diplomas. Então ouvi chamarem por uma Holanda. Disse para o colega de sala ao meu lado:
- Olha lá, minha parente.
- Holanda?
- É.
Que nem Chico Buarque de Hollanda... Você tem algum parentesco?
Foi engraçado. A cabeça afirmou devagar e entrei na mesma vagareza dos meus tios. O rapaz me disse:
- Sangue azul!
Mas não resisti. Da certeza do sangue da realeza que há em mim, disse-o:
- É... Mas não é esse sangue que me salva.
O rapaz entendeu bem.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um pássaro se livrou

Tarde de primavera. Um passarinho tentou voar e se esborrachou no chão. Seus pais desesperaram vendo seu filhote no chão sozinho na garagem perigosa. O bichinho não podia alçar vôo. Suas patinhas, frágeis, mal o ajeitavam com tranqüilidade. Passou a temer, e procurou o primeiro lugar seguro que pudesse se esconder: embaixo da roda de um carro parado.
Perto do fim da tarde entrei na vila. Fones no ouvido, uma altura na música que se desconsidera qualquer turbilhão. Parei a um metro da porta, desliguei o ipod, peguei as chaves, foi quando ouvi um piado desesperado. E não era no alto como os pássaros que moram na árvore alta em frente de casa. O desespero vinha do chão, perto do carro. Segui o chorado, até chegar embaixo do carro. O pequeno pássaro encolhido piando aos dois pássaros que rondavam muito perto dali.
Peguei-o. Disse-o para não se preocupar.
Os dois pássaros adultos piaram como quem fala mal. Por favor, esperem ai. “Calma, passarinho, calma. A gente vai dar um jeito”. Coloquei-o na jardineira, abri a porta de casa e deixei minhas coisas ali. Fui ao prédio do lado e falei com o porteiro para deixar o passarinho no jardim onde os pais pudessem cuidar. Foi ali que o deixei, o passarinho cujo peitinho arfava de desespero. Os pais, ansiosos, não demoraram a pousar em socorro. Fui para a casa feliz, pois se demorasse mais um pouco a dona do automóvel o teria matado.
Qual será o teu refúgio, pássaro tremente. Buscou para si o primeiro abrigo, o mais perigoso dos pneus. Mas de ti, Deus teve misericórdia, visto que não sabia voar, pássaro, para piar no meu quintal todos os dias quando eu acordar. Acorde-me! Quero me lembrar que Deus também pode me livrar, abrigando-me no lugar mais seguro da terra: em Sua Presença.

“Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Salmos 91:14,15

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

domingo, 16 de outubro de 2011

O Tâmisa era o nosso Tietê





“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”. Jó 14:7

Paulistanos! Há esperança para o Rio Tietê!
Pode um rio cortado de sua pureza ser restaurado a ponto de ser lugar turístico, via de barcos e passeios de verão? Como não?! Basta um pouco de vergonha na cara e muita esperteza se quiser que isso aconteça. Não vou me aprofundar em quem deve mexer nisso e todos nós já sabemos. Só quero falar da esperança, a âncora da alma.
Naveguei pelo rio Tâmisa em Londres, e quem vai lá não diz que o rio foi poluído um dia. Quando voltei para o Brasil me perguntaram se estava muito fedido. Disse que não, e o rapaz estranhou. Depois, um engenheiro com quem trabalho me disse que o despoluíram e o fizeram ponto turístico. Um bom investimento.
Tempos atrás vi numa capa de revista que o Rio Tietê tem esperança. Não dei muita atenção, achei lorota. Mas depois que descobri isso pude ver que a coisa do ser humano, do homem, é não ver onde pode se enxergar algo melhor.
Algo pode mudar daqui para frente, meu querido. Algo muito especial pode acontecer com o Tietê. E já que eu posso declarar...: “Que assim seja...”.







Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sábado, 15 de outubro de 2011

Aproveite o dia...

...O dia que Deus te deu, como eu e minha irmã Vanessa. O proveito lícito, o proveito de brincar, e saber que Deus está em tudo aquilo.
No verão de 2004 encontrei-me numa manhã de sol com minha irmã nas catracas do metrô República. Fomos até a Rua Augusta e tomamos um açaí na tigela na sorveteria do sorvete de soja. Subimos a pé, sempre conversando, e de tanto falar nem vimos o tanto que andamos: Augusta, Paulista... depois descemos a Brigadeiro Luís Antônio até o Parque do Ibirapuera; alugamos bicicletas por duas horas – metade andando, metade respirando.
Enfim, terminamos.
Subimos a Brigadeiro para pegarmos o metrô. Na metade do caminho vimos um labrador clarinho junto ao dono sentado na porta de um bar fuleiro. Fomo brincar com o bichinho que nos recepcionou com lambidas e pequenas mordidas que foram aumentando até que ele mastigou o meu braço inteiro. Senti-me um patinho de borracha dolorido pelos afagos. Minha irmã melhorou a situação: precisava limpar meu braço com álcool; ele pegou vinagre no bar. Finalmente, senti-me uma salada.
Fomos rápido para o metrô. Despedimo-nos e fui até o Tucuruvi para o ensaio do Street Dance no quintal da casa de uma amiga. Mais duas horas.
Fui rápido para a casa, tomei um banho e corri para frente de minha igreja encontrar minha amiga que não é azul, mas é blue e quase japonesa, para irmos à apresentação do “Kirk Franklin and The Nu Nation Choir” no Credicard Hall. Dancei o tempo todo; era impossível ficar parado. Perdi dois quilos naquele dia só de brincar e dançar.
Diga-me como não agradecer por esse dia, ainda que seja chuva ou sol.



Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O estudante inglês

Por duas vezes vi este personagem no metrô londrino. Na escada rolante, logo atrás de mim, um menino de uns nove anos tendo em seguida a sua mãe que o instruía num sotaque britânico tão agradável que ao lembrar parece que escuto a sua voz. O menino apenas ouvia introspectivo. Outrora, um rapaz de quatorze anos estava encostado a um canto do vagão, olhando para fora as casas geminadas da periferia.
Um estudante inglês veste-se assim como nos filmes que assistimos no Brasil. Ternos escuros e gravatas listradas na diagonal, vermelha e outra cor. Vermelhas também são suas bochechas como que borrifadas numa pele branca, tão branca como a cútis das mulheres das canções de amor dos trovadores. Vermelho e branco.
Em nenhum dos dois vi momentos de alegria ao pouco de suas vidas que filmei. Nem medo ou coragem, nem alegria ou tristeza, como em alguns filmes. Foi só o que vi.
Também a caminho da Oxford Street, vi do segundo andar do ônibus muitos formandos passando para a sua colação de grau naquela via cheia de escolas superiores. Suas becas pretas com a faixa lilás eram similares a que usei na minha vez. Neles não havia nenhuma euforia “brazuca” de mais uma conquista de um alvo atingido. Apenas um momento.
Da imagem do estudante inglês fica a figura. Faz-me lembrar que um pequeno momento, ainda que curto, deve ser curtido. Assim como meus instantes na cidade inglesa, em cada ponto turístico que pisei. Talvez um dia escreva mais sobre outras trivialidades britânicas, não aqui, pois são coisas demais.





Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Na missão com Deus - uma prévia

Hoje é dia da dependência total de Deus. Porque ir a uma região nunca por mim pisada deixou-me sem sono e sem noção de que daqui a poucos dias estarei numa missão com Deus, mais uma dentre outras que Ele me deu oportunidade de participar.
Ao notar que fui escolhida por Ele, antes revelada por sonhos proféticos, depois pelo chamado para esse trabalho, pensei em o porquê o Senhor me quis nesse trabalho. Não tenho nada que qualquer ser humano considere superior; para todos sou simplesmente um “não”. No entanto para Ele eu fui o “sim”.
Quanto menos se espera a missão ela vem, aos que crêem antes dos sinais, da vista, do racional, ou de qualquer sofisma cultivado por aí.
Chegou o dia. Sempre fico balançada quando vou a um lugar que não conheço, é natural. Penso o quanto vale a pena servir a Deus. Onde Ele pode me levar, onde Ele me quer e o que Ele quer fazer... Que seja esse o meu prazer.
Finalmente, seja dada a Deus toda a Glória e louvor por todos os feitos que estão por vir, que para nós é como uma penumbra, sombras do que acontecerá em terras estranhas, e que só se descortinará quando ali pisar. Algo diferente está por vir.






Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.