sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu só quero pegar fogo

Ontem estive pensando no que escrever. Nada me vinha à mente, a não ser que eu pegasse fogo, pois só assim algo bom sairia de minhas mãos. Uns chamam isso de inspiração; outros, transpiração. Eu prefiro juntar as duas coisas e tacar fogo.
É como num filme chamado “Billy Elliot”, cujo menino entra por um acaso no ballet enquanto o pai o recomendara para o boxe. O menino desenvolve a dança de tal maneira que convence até o pai, um operário durão e viúvo, a levar o menino ao teste no Ballet Bolshoi. O menino faz o teste de dança, e ao terminar acaba batendo num pequeno efeminado que chegou perto dele. Por esse motivo foi chamado a falar com uma comissão selecionadora, que pergunta a ele o porquê dele dançar. Nunca esqueço sua resposta, o que sentia quando o fazia: “Não sei. Mas quando danço é como se eu pegasse fogo”. Bastou aquilo para que o menino fosse classificado.
Este fogo é natural, algo que o Criador fez dentro de nós. Parece que eu desde pequena tenho que criar algo, desenvolver idéias... Mas nada se compara a escrita em minha vida. Não nasci tendo nas mãos o domínio de toda essa arte.
Por muitas vezes o “acender-se” é pegar dois pauzinhos e esfregá-los até que uma labareda intensa se acenda dentro de mim. Pegar fogo é desenvolver. Quem se acende de alguma forma quer correr. Pronto, acendi. Estou vendo que será um dia de grande incêndio dentro de mim.



Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

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