segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eis a tua mãe

Assim disse Jesus ao ver João, o seu discípulo amado, ao lado de sua mãe Maria, que chorava ao pé da cruz. Ele não disse somente a João, mas a ela também: “Mulher, eis o teu filho”. Caminham os dois, então, a um princípio de adoção do reino.
Na ausência de quem amamos Deus sempre traz alguém para suprir naquilo que nos falta. Um homem que já não tinha sua mãe para acalentá-lo; nem a senhora, com seu filho a morrer na cruz. A partir daquilo João passou a recebê-la em sua casa. A deixa de Jesus funcionou para a cura recíproca.
Mãe é apenas uma. A minha ninguém pode substituir. Desde que ela se foi num momento de revés, foi difícil perceber que Jesus me dizia: “Eis a tua mãe”, quando de repente Ele trazia as Anas, as Arletes, as Raimundas do meu dia-a-dia para dizer que amor de mãe poderia ter a qualquer hora, bastava eu querer.
Depois de um dia das mães como o que passou, digo que o melhor colo, o mais completo, o carinhoso, o mais perfeito, está no chaise longue de Deus, que é a sua mão. Há cura em Deus para isso. Descobri em Deus que Ele é o pai (ou mãe) dos órfãos, e marido das viúvas. O socorro bem presente na ausência de quem um dia nós amamos; o consolo a quem corre aos seus pés.
Feliz dia das mães para as minhas mães.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

2 comentários:

Felipe Souza Araújo disse...

Vandinha, excelente esse texto. Não o elogio, só por que sou seu amigo, mas sim por que quero que isto sriva de combustível para que você escreva mais e mais.

Tamala disse...

Demais!"outro lugar melhor não há Senhor!!" =D