sexta-feira, 2 de março de 2012

Sem gasolina

Quando eu não oro, eu sou assim, um carro sem gasolina parado no asfalto sem chegar ao destino final daquele dia. Não se abasteceu, não tem renovo.
Não dá para arrastar a unção que Deus derramou no dia anterior e viver dos respingos na manhã seguinte. O maná que cai do céu a cada dia nunca é bom se reservado para outra manhã.
Orar é “ralação”. Orar é duro para a carne que só quer dormir. A carne vai padecendo, e se o espírito do homem não se levantar, o “bife”, que é fraco, vai dominar na grelha da cama. Bife duro que só quer dormir.
Orar é se atualizar das novas dos céus. Ultrapassa-se o limite do humano para tocar o coração de Deus, descobrir seus meandros, seu mistérios, seus “segredinhos” revelados àqueles que O amam e guardam a sua Palavra: Amá-lo de todo seu coração, de toda sua força, de todo seu entendimento.
Se não oro tenho “tic”. Um aperto. Um respirar ligeiro e ansioso. Sou movida pelo céu, não tenho outro posto de gasolina. Todos os outros são abastecimentos adulterados, emperram meu caminhar com Deus e nunca me fazem produzir para amanhã.
Orar é poder saber o que se deve fazer. Bússola do cristão. Mover os céus, mover a terra, até que algo surpreendente aconteça.
É saciar-se. Mergulhar em águas profundas. É beber água pura em dia quente...
Um dia que perco de oração é mais um dia do meu atraso. E assim como li num estudo de missões, e como sempre repete minha amiga risonha, que um encontro com Deus hoje determinará a natureza do próximo encontro.
Então não resisto. Tenho que orar. 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

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