quinta-feira, 1 de março de 2012

Um Felipe trasladado

Num sábado de sol, no parque onde um dia a morte reinou, um jovem abandonado pela sociedade, um Felipe qualquer, revirava os lixos a fim de encontrar latas para vender. Sua camiseta não tinha uma cor definida, talvez verde, mostarda... A sujeira e o corpo molhado não permitiam definição.
Na entrada do campo esverdeado ali Felipe parou. De repente passou por ele uma moça morena de camiseta vermelha e calças curtas com um violão preto na mão; mochila nas costas, óculos escuros. Acabara de ser enxotada pelos seguranças da onde sentara: uma estátua ridícula de um peregrino que não sabia para onde estava para ir de fato. A moça passou por ele pelo que Felipe não resistiu e falou alto:
- Ai, moça! Toca alguma coisa ai! Você toca e eu canto!
A vermelha passou com um sorriso no rosto sem olhar para ele, indo na direção de um banco aonde um senhor sentou para descansar. Assim que ela chegou, repousou a mochila e a capa de seu violão no banco. Virou para o senhor e disse:
- Quer ver que ele vai pedir Legião.
- Ai mina! Toca Legião!
Felipe foi se aproximando a passos calmos da moça de vermelho, pois ela havia chamado ele. Ela disse-lhe:
- Legião eu não toco. Só toco músicas do céu. Vem cá, chega aqui.
Verdade é que a moça foi ali sentar perto do senhor porque estava receosa do rapaz, que na verdade tinha cara de malandro. Ela estava querendo sacar o momento. Disse para que ele sentasse ali no banco com ele, e no mesmo instante um grupo grande de jovens chegou cumprimentando a moça.
- Ai, pessoal, como vai? Esse daqui é o...
- Felipe.
- ...Felipe. Essa galera veio aqui para um piquenique. Tá afim?
- Não, não, to sussegado.
- Tudo bem. Mas antes de você sair daqui quero te contar uma história dos céus... Quer ouvir?
- Claro.
Aquele jovem Felipe começou a ouvir a maior história de amor de todos os tempos. A história do amor de Deus pela sua vida. Por qual Jesus morreu a fim de que fosse salvo para todo sempre, e para que tivesse uma esperança e um futuro, principalmente a esperança de morar um dia com ele nos céus.
Felipe foi trasladado da morte para a vida.
Assim que a moça se despediu dele e Felipe tomava seu rumo, disse a moça:
- Olha, não se esqueça dessa história!
- Não vou esquecer nunca!
- Tá vendo essa grama! Essa é a esperança...
E a moça levantou os braços para os céus:
- De um dia morar com Ele nos céus!

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

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