quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os galhos secos que cantam galhos secos

Há uma canção de quando me converti que remete a minha transformação em Deus. Todas as vezes que escutava “Galhos Secos”, e uma vez marcante foi num monte, o Senhor falava tão fortemente em meu coração que eu não consegui mais esquecer.



Certa vez ao terminar uma história usei essa música no texto. A letra é uma poesia forte que se ligava ao fato. Tive o contentamento da escolha, ainda que não soubesse de quem era a música.


Mas, ainda esse ano, eu vi um dos vídeos mais vistos – a família que cantava “Galhos Secos” de uma maneira engraçada, e, ao passo que presenciei, também me frustrei e pensei: “Cacilda, acabaram com a música”. Foi tão estrondoso que a família passou a aparecer em diversos programas de rádio e televisão, e me parece que não foram mais os mesmos. Então, outros começaram a cantar essa música, mas de maneira tão banal que me doía de ver. Pensei:


“Estes são os galhos secos que cantam “Galhos Secos”. Se tão somente prestassem a atenção na letra...”.


Para mim essa música nunca será banal, cançãozinha de programinha de auditório do domingo seco de muitas vidas, dos momentos curtos de alegria... Enfim, nunca será canção da sequidão, mas a canção dos galhos secos que um dia floresceram e podem jubilar diante da chuva que Deus envia sobre a terra seca. E tudo isso, meus queridos, para a nossa alegria.


Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

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