quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O mistério da Pandinha


Meu nome é Vandressa Holanda Gefali, nome firme de se falar, sério de se ouvir. Todas as vezes que alguém me chama pelo nome “Vandressa” vejo alguém muito mais forte do que eu. Meu querido, eu não me acho pelo meu nome, o que não é nada, visto que tenho outro nome nos céus.

Deus algumas vezes me mostra alguns flashs espirituais antes de eu abrir os olhos pela manhã. Certa feita eu vi um lugar do qual não falarei, que apenas de virar o rosto vi que era um lugar sobrenatural que me dava uma impressão de ter outro nome ali que não era o meu do R.G. – Não me pergunte o nome, apenas suspeito.

Mas no meu convívio me chamam de Vandinha. Desde que eu era “pocket” sou assim chamada pela minha família. Levei isso para os amigos, para minha vida, para a igreja, menos para alguns lugares como a universidade e o trabalho. Quando entrei na universidade, uma amiga me falou para que eu não me apresentasse como “Vandinha”, porque eu era a “Vandressa”. Muitos poucos amigos que fiz ali sabiam desse apelido afetuoso.

Além desse apelido, confesso que tenho outro mais infantil que esse: Pandinha. Não tenho cara de um. As pessoas que não sabem da origem desse nome suspeitam “De onde saiu essa bobeira?”. Outros acham graça, não ligo.

Veio em 2004, uma semana antes do acampamento da igreja. Todos os anos nos jantares desses encontros tem um tema do qual todos se fantasiam segundo aquilo indicado. Naquele ano um dos jantares seria da “Arca de Noé”. Eu já estava na última semana de arrumar as fantasias e mal tive tempo de dar um pulo na Ladeira Porto Geral; a grana era pouca, entristeci. Na época estava frio, eu tinha comprado uma gorro branco sem dobras e uma luva baratíssima numa feira ao lado do Sesc Vila Mariana. Estava trabalhando e pensando “do que vou me fantasiar?”. Entrei no banheiro matutando dentro de mim até que me olhei no espelho. A lâmpada se acendeu: “Meu Deus, isso é brilhante!”.

Corri na feira de novo e comprei mais dois pares de luvas pretas que custavam dois reais; também linha e agulha. No meu trabalho não havia nada para fazer; peguei as duas luvas e costurei os dedos para dentro; abri nas costuras, dos dois lados, e costurei as luvas, formando duas orelhas. Coloquei o gorro e virei uma panda.

Na noite do jantar assim me vesti: Cabelo preso, gorro na cabeça, toda roupa preta, luvas também. Vesti por cima da cacharréu preta uma regata branca. E para completar, pancake preto nos olhos e na área dos dois buracos do nariz. Foi algo tão louco que as pessoas viravam para mim, balançavam a cabeça e diziam: “Incrível... Muito criativo”. Então, as pessoas começaram me chamar de “Pandinha” – nem eu me dera conta da troca do “V” por “P” - e até hoje me chamam assim, até quem não sabe da história.

Aproveitei-me naquele ano e escrevi uma peça de teatro infantil para a “Alegria na Rua”. Pena que nunca mais fizemos um re-make; sempre quis fazer melhor do que aquilo que fizemos.

Acho que desabafei com toda essa história de Pandinha, Vandinha, Vandressa e o nome que eu não vou dizer, é lógico, pois é mistério meu com Deus. Deixe, deixe o meu nome lá.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

Um comentário:

Vivis disse...

hehehehe vc tem mais... Vandólia... Vandoca.. Vandolina... Vands... bom, deixe seu nome pra lá hehehe
Bjoooo