terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O voo

Esses dias eu sonhei que eu voava nos ares sem asas e podia ir aonde eu quisesse. Como alguém debaixo das águas, impulsionando os braços para cima e para baixo, com o auxilio das pernas, eu subia mais alto e alto.
Acordei com uma sensação incrível de liberdade, achando que eram 11 horas da manhã, pois acordei satisfeita, mas eram apenas 7 da manhã, e me indignei porque acordo aos pedaços em dias de trabalho. Não disse ainda que era o meu primeiro dia de férias, e naquele dia estava prestes a viajar, na noite, para os Estados Unidos.
Meu dia foi muito agitado, ansioso. Antes de entrar na sala de embarque, meus irmãos, cunhadas e amigas se despediram de mim. Minha cunhada Evelin ficou olhando de longe junto com a Emile em sua barriga avantajada quase apontando uma direção. Eu estava com um início de enxaqueca devido ao cansaço e corri para comprar um suco e tomar um comprimido. Liguei para uma amiga. Meu Pai, que ansiedade era aquela. A colega nem pode falar muito, desliguei. Com o suco e o comprimido, sentei no chão da sala de embarque abarrotada de pessoas americanas rosadas e altas e pardas brasileiras. Essa amiga me ligou de novo, eu já estava bem. Batemos um curto papo divertido e esperei o embarque.
A parte mais gostosa do voo é quando o avião se posiciona na pista para correr como ninguém. Percebo um momento com Deus, Ele lá comigo. Quando o pinote da aeronave dá seu pulo é o que Deus tem sem dúvidas para mim. Lembrei-me do sonho. Quis rir e chorar. Então, fiz uma mistura para não assustar e não borrar o rímel no meu momento maravilhoso e profético do voo que se concretizou.

Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração.

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