domingo, 4 de maio de 2014

Parada 33

Tenho a sensação de que vou viver uma nova vida. Não falo do novo nascimento, algo que já tenho como selo dentro de mim, mas de um período novo, de um desempenho que eu viverei com intensidade.
Já não posso falar de muitas coisas sobre mim, nem das minhas experiências com Deus (e de batalhas espirituais), pois com certeza você me chamaria de despirocada, algo que até amigos acham de mim. Nem para eles poderei falar mais, talvez para ninguém, tal como Paulo que falou de uma determinada experiência que lançou em terceira pessoa para que tirasse de si, acredito, porque a sua vivência espiritual foi crazy. Quem sabe jogo para outra pessoa, assim se alivia o peso de mim.
Eu não posso dizer quando os anjos pousam, quando eles andam ao redor, e muito menos suas estaturas. Nem sempre os vejo, mas o que eu posso confirmar é que os anjos do Senhor acampam-se ao redor daqueles que O temem e os livra. Palavra boa essa. A gente que é bobo e não vê. Só vê para crer, sendo que não crê primeiro, por isso nada verá.
Empirista. Largue suas fórmulas. Eletricidade não se mede com trena.
Cansei dessa religiosidade, dessas formulinhas que o homem atribui. Vida espiritual com Deus não é religiosidade. É muita novidade para que eu coloque numa caixa e a feche depois.
Dou, com isso, um basta para as minhas besteiras. Nunca abri minha caixa nas minhas escritas como aqui estou fazendo nesse pequeno texto. Há um sentimento de mudança, de encaixotar as coisas todas e partir para outra estação.
Está chegando a hora. À parada 33.
Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.

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