domingo, 2 de novembro de 2014

Um pé no oriente e outro no ocidente – Uma aventura turca – Parte 1

- Eu fui conhecer a Turquia, pessoal. - Disse no escritório para os colegas de trabalho.
- Nunca ouvi falar.
- Nem eu.
Também não tive aulas de Geografia que falassem desse país. Ouvi falar por um momento numa reportagem e também numa marca de alimentícia típica dos árabes. Minha irmã me indicou o país depois que visitou Istambul com o marido anos atrás. Mandou-me um postal com a foto do Grand Baazar, um mercado imenso na mesma cidade. Recomendou-me que conhecesse a capital do país, Istambul, porque era realmente incrível.
Dois anos depois, fui a Istambul com uma amiga doida que aceitou esse desafio, e lá fomos nós. Assim como a Índia, também cheguei de madrugada e também me assustei, perguntando a mim mesma: “O que eu estou fazendo naquele lugar?”, levando uma amiga talvez para o perigo, vendo a noite badalada das estreitas ruas do Beyoglü, bairro mais próximo de uma avenida chamada Istkilal, uma das mais movimentadas e cosmopolitas da cidade.
Ao descer do shutter, quase atropelei um travesti. Entramos no hostel mais bem ajeitado que qualquer outro que já havia conhecido. Jogamos as malas e fomos para a cama, exaustas. Já deitadas, ouvimos algumas pessoas na noite discutindo em turco, aquela língua difícil que dá até labirintite de ouvir. Lá fui eu contar para a amiga sobre algumas experiências que repreendi pessoas que estavam endemoniadas na rua, e que, mesmo falando baixo, sem gritos, na autoridade dada por Jesus, aqueles demônios se calaram. Ela pediu para que eu orasse. Oras, orei, não sabendo o que encontraríamos no outro dia ao sair nas ruas daquele país tão diferente.
Meu Deus, o que eu vim fazer aqui?
Continua...
Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.

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