quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A marmitinha

Não durma quando vier aquela remessa do céus expressa só para você. Nem deixe na confiança de outro para que te acorde, pois até essa pessoa pode se esquecer.
Não durmo bem em aviões. Tenho uma dificuldade imensa porque as costas espremem na cadeira apertada e sonho com o dia de piscar os olhos e estar em outro lugar. Fui viajar com uma amiga a Nova Iorque. Por um instante pestanejei profundamente no encosto de pescoço que comprei. Eu apaguei a ponto de não ouvir nada. Mas algo me acordou e eu olhei para trás. O carrinho que serve o jantar já estava dois bancos atrás de mim. Eu reclamei para a amiga.
- O carrinho do jantar passou e você nem me acordou?
- Amiga, você estava dormindo tão bonitinho e você tem tanta dificuldade para dormir que eu resolvi deixar.
- O que?! Dá essa marmita aqui para mim, faz favor!
Essa última parte eu não falei assim, contando que dentro de um avião não custa ter bom senso.
Mas pense só, durmo no ponto. Havia um jantar para mim. Por pouco, quase perdi minha marmita mexicana, já que estava fazendo conexão no México.
A marmitinha de Deus, ele tem todos os dias. Talvez ela não seja de alumínio ou de plastico. Talvez ela nem seja uma marmita... Talvez uma caixinha de presente reservada via FedEx espiritual. Algum anjo te trás o mistério daquele dia, a informação necessária a cada manhã, ou noite, oi tarde...escolha ai.
O deleite do eterno, uma revelação, é como o maná que Israel colhia no deserto. Se se deixa de colher a chuva daquele dia, no outro ela apodrece, traz moscas, e já não tem serventia alguma. Já se foi.
Digo a respeito das revelações. A pergunta constante para Deus é "o que significa isso ou aquilo". Caso não fale, coloque na estante. O que é de Deus há de ser exposto.
Hoje é dia de maná! De revelações! De marmita quente! Aliás, todos os dias. 
Vandressa Holanda Gefali
Direto desta geração

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