segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Basófia Desta Geração

A palavra “basófia” não existe. Foi um delírio que provavelmente eu tive no ensino médio quando perambulava pelas prateleiras do colégio agrícola no Sul de Minas Gerais, sempre fuçando Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes e devorando palavras novas no dicionário. Eu fucei certa vez os sinônimos da palavra “confusão, e entre elas estava balbúrdia, barafunda e a... Basófia, essa que encontrei em algum mundo de Nárnia ou no País das Maravilhas. Anos depois, fui procurar a tal palavra, mas só encontrei com “z”, a bazófia de fanfarronice.
Enfim, fiquei com a basófia e é assim que vai ficar.
Essa basófia ilusória vai me servir para falar sobre uma bagunça que eu chamo de “distração de um foco maior”, ou seja, o fato de não olharmos de fato para Deus, porque em cada geração há uma isca nova do inferno que nos leva longe Dele. Eu não vou perambular por outras eras, mas eu vou falar desta geração.
Como está sendo fácil te distrair, né, cristão? Como a gente é bobo e otário e fútil e fulgaz e não nos tocamos que a nossa vida agora é toda virtual? Não conseguimos ficar um minuto sem tocar em nossos celulares, tablets, afins, mergulhados em redes sociais egoístas, difamadoras, destruidoras, e que aceitam poucos e rejeitam milhões. Constroem-se ídolos cheios de “k´s” (k=1000 seguidores) e nós os idolatramos tão facilmente pelos likes, e quando não nos servem mais, é “dislike”, claro.
De dia e de noite, sutilmente sambando em nossas cabeças, geração Y que poderia ser usada por Deus, em orações poderosíssimas, que moveriam os céus até a terra e destruiriam o inferno sagaz, mordaz, atroz dos perdidos...
Que nada. Estou no Facebook por três horas.
Que isso. Não deixo de anunciar minhas besteiras no Snapchat, oras!
É claro que eu vou mostrar minhas fotos incríveis no Instagram. Admirem-me.
Ei, coisinha. Não tem problema ter tudo isso. Mas, se as rédeas de si mesmo se perderam você é um verdadeiro viciado, alcóolotra de internet, e claramente entrou na distração e está mergulhado na basófia desta geração. Você está doente.
O sinal disso é falta de intimidade com Deus. A pessoa que já está afundada nisso, não consegue sair da distração para se concentrar em Nele, porque toda hora o fulano vai querer mexer no bendito celular desesperadamente.
Que artimanha, hein... Você é o pato da vez. Não queira me bater. Viciado que é viciado vai me chamar de careta nesse exato momento. Falou?
Vi uma mensagem no Instagram que dizia: “Viva sem distração. Experimente Deus”. A dica é clara. Escolha agora, vocês, galera da internet. Você decide se desligar e se libertar desse vicio, ou vai continuar rodando em si mesmo, nessa basófia dessa geração.  Prefira o like do poder dos céus.

Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.

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