segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Salafrário e Luminoso – A Vida Louca de Jacó

Quando eu ouço sobre “Jacó”, tenho até um pouco de ojeriza. Porém, ao escutar “Israel”, tenho satisfação. Os dois eram a mesma pessoa, mas uma fica do lado de cá do vale de Jaboque, e o outro, do lado de lá. Um nasceu salafrário. O outro nasceu pai de nações, um luminoso homem.
No vale de Jaboque, o local do “não aguento mais ser esse Jacó”, é aonde ele deixou tudo para “tretar” com Deus. Lá é o vale do grito, do rasgar a carne podre, de lutar com o anjo do Senhor. Lutamos a nosso favor em nossos erros “jacônicos”, mas lá em Jaboque, lutamos contra o nosso eu a favor de Deus.
A briga foi boa. O anjo golpeou na coxa do indivíduo que caiu no octógono do vale, depois de muitos golpes altos de Jacó, que no início, aparentava galgar a vitória. Mas aquele toque sutil na coxa... Ai... Foi pior que o chute do Chris Weidman em Anderson Silva.
He knows nothing, innocent...
Tão inocente que no final da luta quem ganhou o cinturão dos pesos suaves foi Jacó, filho de Isaque. Seu prêmio valeu a existência de uma nação, e seu nome novo, Israel, nunca mais foi esquecido.
Pense você, Jacó de nossos tempos, quantas coisas você em algum momento vai ter que deixar passar, pois seu dia vai chegar daquele UFC de Jaboque, para que sejas um luminoso Israel.
Vandressa Holanda Gefali

Direto desta geração.

Um comentário:

Rebelc Ellen Oliveira disse...

Esse sabe de nada inocente, e o chute de Anderson Silva sensacional... Ótima analogia com a luta de Jacó e o Anjo. Parabéns Miss Gefali ;)